Prefeitura de São Paulo abre segunda investigação sobre vazamento de credenciais das câmeras do Smart Sampa
Câmeras privadas integradas ao Smart Sampa, o programa de videomonitoramento da Prefeitura de São Paulo, ficaram expostas, incluindo as de condomínios e de residências de autoridades e políticos. A prefeitura afirmou que não há sinais de ataque ao sistema.
As imagens estavam hospedadas no servidor da Monuv, empresa de armazenamento em nuvem. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirmou que um novo arquivo com dados sigilosos foi repassado ilegalmente a jornalistas e disse que adotará medidas administrativas e legais. Em outubro, foi revelado o vazamento de senhas que davam acesso a cerca de 58 mil câmeras municipais.
Encarregados (DPOs) e equipes de privacidade responsáveis por integrações de videovigilância com cidades inteligentes devem reavaliar a governança de credenciais em parcerias público-privadas, verificando permissões de acesso, a rotação de senhas nos equipamentos e se feeds de vídeo de terceiros compartilhados com redes municipais respeitam os protocolos de autenticação.
O programa Smart Sampa requer controles técnicos estritos para impedir acessos indevidos a imagens de propriedades privadas.
- Quem isso vincula
- Organizações que compartilham transmissões de vídeo com plataformas municipais e equipes que gerenciam infraestruturas de vigilância urbana no Brasil
- O que mudou
- A prefeitura anunciou uma investigação para apurar o caso e responsabilizar os envolvidos.
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Cerca de 17 mil câmeras do Smart Sampa ficaram acessíveis por cinco dias, no segundo caso de exposição do sistema em menos de um mês.